Quarta-feira, 23 de Agosto de 2006
mif

 

 

Termino:
Deixo-te minha doce o que mais gosto de dizer:
- Mas que 31
Deixo-te minha querida o que mais gosto de pensar:
- Sei lá…
Deixo-te minha doce e querida, a carta; imagina-a feliz, terna e tenra de tão naif.

Bjs, Kiss

O kiss foi um nick, o mq31 um blog, eu, de braços abertos e a rir: Sei lá, mas que 31…

O Kiss também foi um gato de bigodes, de olhos azuis que de mil maneiras dizia miau, e que invariavelmente a tudo o que foi, é ou será meu, amei, amo ou amarei; doutra forma não vale apena. 

Deixo um abraço a Carlos Romão e Shakermaker -absolutamente geniais -


Deixo um bj cheio, cheio até rebentar, de bjs a quem li de fio a pavio as vezes que quis e me apeteceu; algumas delas quase violentamente (que me fizeram sentir …), outras vezes, como tudo na vida nem por isso, mas nunca nem por isso deixaram de me encantar:



                                  Gala – absolutamente obrigado – 

                                                             High Heels (dra.) – absolutamente gira –

Lips – absolutamente lindíssima –

                               MWoman e Vulcão – absolutamente encantadoras –



                                                                                                                   Alexiaa – absolutamente azul –



                                                                                     :)

                                                                             pedro alex



sinto-me: em 3 palavras: Prince e pe
música: Prince

publicado por kiss às 17:41
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Quinta-feira, 17 de Agosto de 2006
Onde vais? Quem, moi, je amar-te!

 

Abraçado e a sussurrar:
- Amo-te!
Abraçada e a sorrir:
- A Marte ainda ninguém foi!
A empurrar ligeiramente:
- Porquê?
A apertar ligeiramente:
- Porque fica no “muito longe”.
A apertar também:
- Vamos lá passar o fim-de-semana?
Com a mão no meu cabelo:
- Não, vamos a perto.
A olhar para longe:
- Perto é pouco.
A puxar o meu queixo:
- Perto é suficiente.
A fazer festas nas mãos:
- Tenho de ir.
A entrelaçar as mãos:
- Já? Ainda é cedo!
A separar as mãos:
- Mas para onde quero ir é longe.
A agarrar as mãos:
- Não te deixo ir.
A sorrir:
- Eu sei, mas vou.
Muito abraçada:
- Vai, mas quero um presente.
Muito abraçado:
- Amo-te.
A atirar um beijo:
- A Marte é muito longe…

 




publicado por kiss às 20:00
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Sexta-feira, 11 de Agosto de 2006
Dias Cinzentos

 

 

Benditos dias que me deixam sem necessidades e com vontades.


Abençoado calor que me deixas maravilhoso, doce, sensual, meigo, gentil, despreocupado, cómico e pacificador.


Está tudo desfocado e tremido, está tudo suado e abraçado, e quando me pedem eu dou, mesmo que seja um pedaço de mim.


Realizo desejos desde a primeira luz do dia até ao último negrume da noite. Vendo paixões ao desbarato, desperdiço beijos, recuso conselhos, aconselho orgias, vivo de quem me quer por bem.


Os dias amontoam-se, são tão leves que os carrego e lanço ao vento do fim de tarde na esperança de semear uns e espalhar outros.


Não preciso de mais nada enquanto conseguir simplificar.


Olhas-me e perguntas-me porquê, e em cada porque que te dou acarinho-te e beijo-te até desistires, até só me olhares.

 




publicado por kiss às 12:40
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Sábado, 5 de Agosto de 2006
Religião Sexo & Monarquia

 

 

 

 

                     Meu Deus, que bom! Disse a princesa

 



publicado por kiss às 15:21
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Quarta-feira, 2 de Agosto de 2006
despedida

 

 

 

Aos solavancos saio da letargia pegajosa de um fim-de-semana fútil por opção. Devagar exercito a minha memória e dou por mim, mais uma vez, acompanhado pelos meus conceitos descabidos, pelos meus valores “démodés” aos quais todo o rebanho abanando as cabeças anui, mas grita espavorido acusando-os de impraticáveis.
Giro o cajado com toda a força que Deus me deu esperançado que o zum-zum chame quem me comungue, e excomungado recuso-me a fugir aos prazeres do rebanho.
“Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem serás” faz-me rir, como me faz rir toda a leviandade e ligeireza de quem o diz, como me faz chorar eu ser impraticável.
Gago pelos soluços, seco pelo sal de tanta lágrima, acordo ao Sol, viro-me e sussurro-lhe tão languidamente quanto posso “salpique-me”.
A minha fantasia é a realidade.
A minha realidade mistura-se com a minha fantasia.
Consciente de que não sou monótono, excepto no Amor que repito sem conta, termino com o azul para sempre.
Leve, despreocupado, sem nada mas mesmo nada que me inspire, sorrio sem sarcasmo pronto a abraçar outra cor qualquer.
Pesado, despreocupado, como temia vaguearei nos cinzentos, mas deles farei dias de chuva e deles tirarei os infindáveis prazeres que proporcionam. Deles farei dias de nevoeiro e deles tirarei os infindáveis mistérios que escondem. Do cinzento, quem sabe, farei milagres, embora olhe para o que escrevi e tenha consciência da vulgaridade da minha redacção e do meu pensamento.
Vulgar ou não é assim, nada mais pretendo ser que não seja um homo sapiens sapiens, nu, cru, com pelos, com mãos para agarrar, braços para abraçar, pés para andar, pernas para fugir e cabeça para nunca a mando e sempre amando pensar.
Adeus minha cor azul, quero lá saber, “que raiva ter esquecido o paiozinho! Enfim, acabou-se. Ao menos assentámos a teoria definitiva da existência. Com efeito, não vale a pena fazer um esforço, correr com ânsia para coisa alguma” dizia o Carlos para o Ega.
Maravilhoso!
- Adeus, desliga tu!
- Não, desliga tu!
- Desligamos ao mesmo tempo?
- Sim, eu conto até três. Aos três desligamos pode ser?
- Sim, começa…
- Mil milhões, novecentos e noventa e nove milhões novecentos e noventa e nove mil novecentos e noventa e nove, novecentos e noventa e nove  milhões novecentos e noventa e nove mil novecentos e noventa e oito, novecentos e noventa e nove  milhões novecentos e noventa e nove mil novecentos e noventa e sete…
Mas impraticável!
- Três!
Piiiiiiiii…

 

 



publicado por kiss às 17:26
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Segunda-feira, 31 de Julho de 2006
estas coisas de títulos obriga-me a pensar, que coisa mais aborrecida, sei lá... em 2 palavras:

 

 

 

Sinto-me dividido entre o “magnum” e o “corneto” mas fiel às “Olhásss batatinhaaaas”, com pimenta por favor.
Elegendo a velhinha tequilla sunrise como fiel companheira, com pouca groselha por favor, apetecem-me cada vez mais revistas cor-de-rosa.
Quero lá saber, apetecem-me… aliás apetece-me tudo desde que não me chateie.
Apetece-me tudo que seja fácil, no questions, , roupa very light, óculos prada às 4 da manha, e repetir vezes sem conta:
- tôooo em 2 palavras
Falando a sério, porque é a sério que se leva esta loucura, gostava de fundar o movimento cívico do “ à bontade” ou do “Há Vontade?”, o “haja vontade” acho deveras de, de primente. Engraçado “Vontades…” também era giro!
Vontade… estou em 2 palavras:

 



publicado por kiss às 15:07
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Quinta-feira, 27 de Julho de 2006
Título para quê?

 

 

 

Num mundo abandalhado e atabalhoado, vou receber um beijo reclamado, nada fingido, e muito trabalhado.
Atrás desse beijo virão outros, e com outros virão carícias, e com carícias virão prazeres.
Sem juras.
Sem intenções.
Sem problemas.
Só pelo desejo, que desta vez é igualzinho para os dois.
Desejo e prazer sem limites como o céu que lhe mostrei azul quase negro, tão negro que me faz crer que o desejo pelo desejo e o prazer pelo prazer, sem mais nadinha de nada, é o que faz falta à malta.
Ela diz:
- Sexy boy!
Eu, vaidoso, vaitreze, catorze, quinze ou dezasseis digo-lhe, bem baixinho:
- Sexy girl!
E não digo mais nadinha, guardo tudo para mim e para ela, obviamente!

 




publicado por kiss às 17:51
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Segunda-feira, 24 de Julho de 2006
Sonho do balão

 

 

 

Preso por um fio à mão que teimosamente me agarra, ergo-me sempre esperançado que ela me largue, solte, e no azul, ao capricho do vento encontre quem me queira só para me soltar.

 



publicado por kiss às 14:12
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Quinta-feira, 20 de Julho de 2006
A culpa é do Grieg!

 

 

 

Um dia, quando for bailarino, rodopiarei, correrei, saltarei com os meus braços esticados e suplicantes para os teus. Por enquanto, sonho-te nos meus, carregando a ternura, que só tu, mulher, consegues ter.
E, enquanto te carrego, mulher, olhas-me desconfiada, duvidando se conseguirei suportar a ternura que me dás.
Sossega! Por ti serei sempre azul.

 

 

 



publicado por kiss às 17:31
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Terça-feira, 18 de Julho de 2006
A fase azul

 

 

 

 

Esta fase azul está a dar cabo de mim, de quem me ouve e de quem me partilha. Irremediavelmente perdido pelo azul, ando no irreal. Procuro outra cor que me dê novo ar, mas em vão.
Nos escassos momentos a preto e branco receio perder a lucidez que ainda me sustenta, receio que esta fase monocromática dure demasiado e me atire contra uma cor acinzentada que não me deixe qualquer margem de recuperação.
Se me atirar, de certeza que alguém me pintará de novo, de preferência de outra cor, porque sozinho não tem graça nenhuma
.

 



publicado por kiss às 20:41
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Segunda-feira, 17 de Julho de 2006
Palhinha

 

 

 

 

Palhinha – Acessório fundamental para as noites quentes e esplanadas cheias. Para além de realçar formas, por exemplo dos lábios que a chupam ou trincam, poderá também servir de alarme através de slurps, slurps, excitantes e reveladores do final da bebida, para os quais o gentleman, avisado, deverá graciosamente e sem pretensão repor o liquido em questão. As senhoras estarão dispensadas desta atitude..
A sua versatilidade é tal, que permite ao utilizador, sempre que entediado pela esplanada ou sua frequência, deitar um pouco de detergente na bebida e passar a fazer bolinhas de sabão alcoolizadas, ou não. Nesta opção requer-se de algum cuidado no manuseamento da palhinha e na frequência de bolinhas expelidas; de carácter imprevisível, as bolinhas, por vezes atrevidas, poderão fazer o plop final em zonas menos apropriadas dos corpos mais expostos pelo calor.
Se os corpos estiverem um pouquinho transpirados, as bolinhas poderão aterrar e não fazer o plop final. Nessa altura, com a devida delicadeza e simpatia, deve o utilizador da palhinha pedir autorização ao corpo onde a bolinha se alojou, para que com a palhinha, e nunca com o dedo, possa realizar o ansiado...  plop final.
Poder-se-ão dar outros usos à palhinha, dependendo dos costumes e apetências de cada um.
Nunca a palhinha foi tão socializante como agora, nos verdadeiros dias de calor.



publicado por kiss às 12:17
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Quarta-feira, 12 de Julho de 2006
Palha...

 

 

 

 

 

 

 

 

Quanta mais evidência… quanta menos graça!...

 

 

 

 

 


música: Rita Lee

publicado por kiss às 00:10
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Sábado, 8 de Julho de 2006
BG's

 

 

 

 

 

Da jangada via o seu corpo moreníssimo a nadar no fundo azul-turquesa do mar.
Quando veio à superfície, agarrou-me e arrastou-me. Mergulhámos com tal fôlego, que nunca mais precisámos de respirar.
Um dia, encontraram-nos ainda com o mesmo fôlego. Deixaram-nos como estávamos, sozinhos e abraçados, o que tínhamos era impossível desabraçar.

 

 

“And we got nothing to be sorry for.
Our love is one in a million.
Eyes can see that we
got a highway to the sky.”

 

3/19

 



música: Barbra Steisand; Barry Gibb

publicado por kiss às 17:24
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Segunda-feira, 3 de Julho de 2006
Provérbio

 

 

 

 

 

 

 

Quem não risca… não dá faísca.




(fase azul, a que só vejo céu, risco, e fruo)

 

 

 



publicado por kiss às 20:11
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Sexta-feira, 30 de Junho de 2006
BG's

 

 

 

 

 

Entrei na tenda meio partido pelo ondear constante do camelo. Ela já lá estava rodeada de homens. A fumarada que a envolvia tornava-a ainda mais sebastianina. Sacudi o blusão de couro e caminhei em linha recta. Em vez do chá tinha dois vodka martini à espera. Seria possível? Sem falarmos, bebemos de golada os vodka martini. Saquei do walkman, partilhei os phones, e dançamos olhos nos olhos, condicionados pelo comprimento do fio, enquanto os outros, inevitavelmente, abriam uma clareira.

 

 

“Oooh
There are stories old and true
of people so in love like you and me.
And I can see myself,
let history repeat itself. “

 

 

2/19


sinto-me: ...
música: Bee Gees

publicado por kiss às 12:41
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Quinta-feira, 29 de Junho de 2006
BG's

 

 

 

 

 

- Tomamos chá?
- Sim, onde nos encontramos?
- Na tenda do berbere, pode ser?
- Depois subimos a duna e vemos estrelas?
- Sim… o que te apetece ouvir?
- Sei lá… leva o que quiseres.
- Pode ser Bee Gees?
- Pode…
- Olha!
- Sim…
- Não te esqueças da camisola, faz frio de noite…
- Não preciso, levo-te!


 

 

“Lonely days, lonely nights.
Where would I be without my woman? “

 

 

1/19


sinto-me: ...
música: Bee Gees

publicado por kiss às 19:18
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Segunda-feira, 26 de Junho de 2006
Polémica...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

- Eh pá  tá polémica!

- Eh pá tá! Mas pra mim tá...tá...tá...

- Eh pá, diz pá!

- tá um muuuuuust, parabéns Siza

 

 

 

 


sinto-me: Livre, pois claro!
música: Soup Dragons

publicado por kiss às 16:48
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Sábado, 24 de Junho de 2006
Binte e quatro de Junho, Carago!

 

 

 

 

 

 

A minha terra está em festa. Eu fui lá…
Não, não foi ao rock in rio, eh eh foi ao fogo no rio, às marteladas, apertões, e outras coisas de uma cidade longíssima da civilização próspera do vale do Tejo.

Só agora bem de dia é que começo a sentir a noite...


Deixo uma amostra da minha civilização, das minhas gentes, e claro, de mim.

 


Eu sou a fonte vadia
Dum S. João vagabundo
Que mata a sede à folia
Da maior noite do mundo
Resende

Meu balão não é d’espanto!
Não tem vinda, só tem ida,
Leva risos, leva pranto…
Tudo faz parte da vida.
Nana

Com a tua mão presa à minha
Fui à fonte e não bebi.
A estranha sede que tinha
Era só sede de ti!

Fingidor

 

 

 

Agora vou dormir...

 

 

 


música: Pedro Abrunhosa

publicado por kiss às 19:05
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Terça-feira, 20 de Junho de 2006
"Ensaio" sobre a violência

 

 

 

Sinto-me molhado, estou a sangrar.
Sangro tanto, mas tanto, que ao contrário de me lembrar esqueço-me. Dou-me assim por satisfeito em conseguir guardar segredos, não por resistência à vontade de os espalhar, mas de tanto sangrar esqueço-me.
Sangro tanto, mas tanto, que o coração aperta tanto, mas tanto, que esqueço-me da sensação de aperto, do aperto que deixa sem bafo, do aperto que afunila e estrangula quem sopra a nortada.
Sangro tanto, mas tanto, que o desespero torna-se anedótico e faz-me rir de tão bem o conhecer.
Sangro tanto, mas tanto, pela razão de querer dar realidade e não conseguir, querer apagar este sonho que me ataranta, querer agarrar as palavras certas e esbofetear.
Sangro tanto, mas tanto, que não consigo escolher, desejar o que quer que seja. Chegou a altura de atirar a moeda ao ar e deixar que as probabilidades escolham a opção.
A crueldade do destino que resolva a chatice de ter que escolher. A mentira de arranjar desculpas que se engane, enterro-a, espeto-a bem no fundo de qualquer coisa sem fundamento e atiro-a à corrente de tanto sangrar.
Sinto-me um palhaço dos pobres por sentir estas merdas, merdas sentidas sem sentir nada, o que me deixa bestialmente confundido. Não procuro rigorosamente nada com isto, garanto que não.
- E alguém te está a pedir satisfações?
- Não!
- Então deixa-te de justificações.
- Desculpa lá, pedi-te alguma coisa, perguntei-te alguma coisa?
- Não!
- Bem me parecia…

Torço e retorço esta retalhice toda e sai-me um encolher de ombros, um enorme “que se lixe”, um brutal “estou-me a marimbar”, um gozo infinito como se fosse a queca da minha vida após a 5ª oportunidade.
Guardo a catana que me cortou e sangrou, apago o cigarro que me queimou a toalha, olho para o fundo suplicante do copo, passo a mão pelo cabelo desgrenhado, reparo no pó dos móveis, nas unhas por cortar, nas levis rotas, sinto o cheiro fedorento do ar viciado, sacudo migalhas para o chão, vem-me saliva, vem-me vontade de acabar este filme que não é o meu, mas sinto-a tão doce, tão querida, tão meiga, esta violência tão minha, que não resisto e deixar-me-ei ir sujeito aos escolhos impiedosos e lacerantes, até onde lhe apetecer.
Baralho as cartas com tanta força que as amarroto, distribuo-as e inicio a milionésima paciência.
Baralho ao meu bel-prazer, consciente que tão cedo não voltarei às paciências, nem a ensaios sobre a violência que está em mim, que está em todo o lado.
Sinto-me arrependido, deveria gastar o meu tempo noutras coisas mais quentes suaves e confortantes. Passarei rapidamente pelo purgatório. Serão cinco minutos de indefinição entre o céu e o inferno, em que as moedas lançadas nem darão cara nem coroa, em que o destino só tem uma opção – o paraíso.

 



música: Enigma

publicado por kiss às 23:19
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Terça-feira, 13 de Junho de 2006
eu e ela

 

 

 

 

 

 

Trim, trim, trim

eu - Sim?
ela - peter você esta mudando os seus pensamentos?
eu - Não…, estou blogando as minhas mudanças.

(Gabriel, desculpa usar a tua ideia)

ela - Eia, e tu és assim?
eu - Acho que sim, se bem que aquela coisa do conhece-te a ti próprio não funciona muito bem comigo.
ela - Eia… vamos sair, quero saber mais!
eu - Hoje?
ela - Sim, não podes?
eu - E vamos falar sobre isto?
ela - Sim, quero saber mais!
eu - Hmm… mas não me apetece falar sobre isto. Podíamos sair e não falar?
ela - Não falar?
eu - Não falar sobre isto.
ela - Porquê doce?
eu - Porque me apetece antes falar de outras coisas, do que calhar. Senão vou estudar a lição, sei lá… atrapalho-me, e tu ainda por cima és gira eh, eh, eh.
ela - Tolo!
eu - A que horas te vou buscar?
ela - É melhor encontrarmo-nos antes em qualquer lugar.
eu - Eh, eh, eh, tens medo que te dê alguma seca?
ela - Não doce, sabes que gosto de…
eu - Eu sei, aonde nos encontramos?
ela - No sítio do costume, pode ser?
eu - Claro, no sitio do costume, à hora do costume.
ela - peter?
eu - sim?
ela - E como é que eu te vou conhecer?
eu - Boa! Nós não nos conhecemos, tens razão.
ela - Pois é, como te vou conhecer?
eu - Hmm… o que se estiver a masturbar sou eu!
ela - peter não, tenho ciúmes!
eu - Está bem, então diz-me tu como és, e eu encontro-te.
ela - Oh, isso é fácil, sou a mais gira… d’alma.
eu - Só? Isso já eu sabia.
ela - De tudo…
(tu, ele, nós, vós, eles, elas)  No sítio do costume à hora do costume ninguém apareceu. É obvio que se trata de uma “masturbação mental”. 

 

 

 



sinto-me: enchedor de balões
música: Gabriel o Pensador

publicado por kiss às 19:39
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Sexta-feira, 9 de Junho de 2006
Pontes

 

 

 

 

 

 


sinto-me: Construtor de pontes
música: Tricky

publicado por kiss às 18:49
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Sexta-feira, 2 de Junho de 2006
Ficção

 

 

 

 

- Então já ouviu as notícias?
- Não, por acaso não.
- Veio a ouvir musica?
- Por acaso também não.
Durante um piscar de olhos, tempo suficiente para se pensar em mil coisas, ficou no ar a sensação de constrangimento por não se obter uma resposta concreta a uma pergunta concreta. Senti-a num meio piscar de olhos e desfi-la no outro meio.
- Vim a pensar.
Pior ainda; é conhecida a minha “alergia” às perguntas “em que pensa” ou “em que pensas”, ou às tentativas de me perscrutarem o que me vai na alma, ou às adivinhações estilo atirar o barro à parede. Respondi por ser verdade, mas na verdade arrependi-me porque não é resposta que se dê. Uma resposta que levanta mil suposições ou mil perguntas não é resposta. Uma resposta que não possibilite tirar conclusões não é resposta.
No piscar de olhos seguinte, arrependido, procurei desfazer o mal já feito:
- Ora, sabe perfeitamente que de manhãzinha eu não penso, vamos, venha tomar um café.
E ofereci o meu braço e a minha gargalhada em sinal de paz e prazer. Ofereci a delicadeza e o “à vontade” de quem está habituado a emendas feitas em cima do joelho. Tentei que se apagasse aquele momento em que, por não ser possível contra-atacar com o “e em que vinha a pensar”, merecia uma resposta estilo “parvo” ou “presunçoso”.
E mil piscares de olhos depois…
- Acha que nada é eterno?
- Não, tudo é eterno. Só o nada, só o que não existe é que não é eterno.
- Está no gozo?
- Não, não me dou bem é com o vazio,com o nada.
- E sente muitas vezes esse nada esse vazio?
- Algumas, mas como sei que não é eterno, procuro não me impressionar muito com isso.
- Aposto que para si, tudo o que é bom é eterno, e o que é mau tem um fim rápido.
- Embora me custe, porque isso faz de mim um idealista, acho que sim.

Final 1:
- Já tomou o café, vamos?
- Claro, claro, vamos.

Final 2:
- Afinal, em que vinha a pensar?
- Em si…

 

 


sinto-me:
música: Tears for Fears

publicado por kiss às 20:17
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Terça-feira, 30 de Maio de 2006
Shhhhh, shhhhh

 

 

 

 

 

 

Não!
Não, ainda não emprenhei pelos ouvidos e olhos, até porque “palavras loucas, orelhas moucas”, ou “quem não vê não peca”.
Então porque me barbarizo? Ou deveria perguntar por quem me barbarizo?
Porque gosto disto?
Por quem gosta da “wild side”?
Não, claro que não. Acima de tudo honestidade. Neste momento estou-me a barbarizar (forma comum de como me considero a escrever Português, um bárbaro), porque quero mudar de música no blog.
Agora o comum dos racionalistas dirá:
- O moço tá doido!
E eu digo:
- Obvio que estou. Mas vou adormecer a pensar que lhe disse “babe, sugar, honey, (tudo menos princesa, poupem-me) take a walk on the wild side, alright”.
Não!
Não tiro conclusões sobre isto, nunca serei o “James Dean for a day”, e a música leva-me a estas coisas.
Arriverdecci.

Acho que adoro línguas, o Português é traiçoeiro, e a Portuguesa também.
Très bien, très bien, j’ai compris, il est temps de terminer…

 

 



sinto-me: Com muito tempo
música: Lou Reed

publicado por kiss às 23:40
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Quarta-feira, 24 de Maio de 2006
shhhhh

 

 

 

Por muito que tente revolucionar o meu “telhado”, de momento está revolucionado. Não encontro nada que me dê valor acrescentado, que me faça olhar mil vezes e não me canse, por isso prefiro estar sossegado e não dizer nada.
Se calhar, logo, vou estar arrependido do que disse. Se estiver, óptimo, se não estiver, óptimo, mantenho-me quieto e calado. O meu feitio não é de andar a bradar aos céus, embora não me falte vontade de dizer barbaridades:
- O Carrilho é um totó.
- As mulheres também já consomem ópio nacional.
- Como te chamas? Queres vir ao cinema?
- A injustiça fede.
- Peace and love.
E podia barbarizar-me por aqui fora sem me cansar. Mas não, ando numa de ouvir, ouvir e ouvir, até que, quando pelos ouvidos e olhos emprenhado, me aborreça e volte à acção, talvez… talvez, ou melhor, de certeza.

 



sinto-me: um post, eh eh, al
música: Frank Zappa

publicado por kiss às 16:19
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Quinta-feira, 18 de Maio de 2006
You don't care if it's wrong or if it's right

 

 

 

Não me apetece escrever, apetece-me só ouvir, e se ao ouvir me perder, então poderei escrever qualquer coisita.
Também não me apetece pensar, apetece-me só dormir, e se ao dormir, sonhar, então poderei escrever qualquer coisita.
Então para que estou a escrevinhar, não estarei a contrariar-me?
Não estou eu já farto de contrariedades?
Ai Roxanne Roxanne “I loved you since I knew ya, I wouldn’t talk down to ya, I have to tell you just how I feel, I won’t share you with another boy.”

 

 


música: George Micheal

publicado por kiss às 14:31
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Segunda-feira, 15 de Maio de 2006
Caminhos Misteriosos

 

 

 

A formiga encantou-se pelo elefante, tal como o louva-a-deus pela baleia. A mãe natureza, chamou-os ao juízo perfeito e desgostosos seguiram caminhos diferentes.
A formiga teve sempre de viver com a sua pequinês, o elefante andou sempre de trombas, o louva-a-deus foi devorado pela parceira depois da cópula, e à baleia sugaram-lhe o óleo, quase até ao tutano.
Segui o meu caminho de acordo com a mãe natureza, e dou agora conta da minha natureza ser tão diferente de uns e igual a outros.
Chegou ao fim a epopeia de viver depressa, voltou o tempo da calmaria, da água com pé, voltaram as certezas de que não vale a pena, e os sonhos de que se calhar até vale.
Vou adormecer cansado, mas com um com um grande sorriso na certeza de que ganhei mais uma corrida.

 



sinto-me: Ocupado:)
música: U2

publicado por kiss às 02:32
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Quinta-feira, 11 de Maio de 2006
e ponto final

 

 

fui ver um filme já visto ao sofá fiquei ao seu lado encostei-lhe a cabeça éramos amigos não havia problema nisso a sensação de conforto era enorme mesmo enorme tirei a cabeça era conforto a mais ainda adormecia éramos amigos não havia problema nisso num segundinho fechei os olhos nesse segundinho aconchegou-me a cabeça éramos amigos não havia problema nisso estava num presente de conforto cansaço e confiança no meio dessa prenda deliciosa ela desapertou o laço pouco apertado e beijou-me de raspão senti-o como se fosse o meu primeiro beijo e foi-o com ela  nesse instante deixamos de ser só amigos não havia problema nisso éramos amigos hoje ainda somos amigos mas só amigos para alguém que me tirou por uns tempos os pontos as virgulas as exclamações as interrogações e aspas alguém sem pontuação

 

 


música: moby

publicado por kiss às 19:16
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Segunda-feira, 8 de Maio de 2006
O Fim dos signos

 

 

 

 

Em jubilo a plateia levantou-se, ele afirmara ser lobo.

E o lobo sorriu - lobos e capuchinhos vermelhos -, pensou nas calmas enquanto acendia um cubano e bebericava champagne , - há 150 anos Freud descobriu a psicanálise -, lembrou-se.

Afinal o que quereriam - que plateia enorme -, nem um lobo conseguiria descortinar qual o elo mais fraco. Tanta, tanta caça para um lobo sem alcateia, não vale a pena. Foi-se como um lobo, sem ser visto, a pensar se afinal seria "balança" ou "peixe aranha".

Qualquer que fosse a opção sentia-se feliz.

Ou uivava e todos temiam.

Ou pesava e todos, magros e gordos, temiam.

Ou picava, e todos temiam.

- De que signo és ?

- Sou pé.

- Foge, sou peixe aranha, somos incompatíveis !

Apareceu uma minhoca. Uma simples minhoca a dançar a dança do ventre num anzol. Convenceu o peixe, o pé, a balança, o lobo, o tubarão branco e o escorpião negro. Convenceu-os enquanto dançava a dança do ventre e seduzia a plateia.

Como convém num cenário de pôr-do-sol, um simples, simplicíssimo pescador, num divã almofadado por dunas, interrogava-se como tinha com uma minhoca pescado tanta variedade.

- De que signo és ?

- Pes , pescador.

E quem perguntou calou-se. Lembrou-se que sem o "s" pescador era pecador, ou dor sem a "pesca", não teve coragem para dizer - sou o que quiseres, somos incompatíveis -.

 

Fim

 

A plateia levantou-se. Era normal, bastava um levantar-se e levantavam-se todos. O simplicíssimo pescador curvou-se em sinal de agradecimento, sentia-se um "leão", tinha-os comido, a todos.

- De que signo és ?

- Leão, sou Leão. Disse o gabarola. E tu?

- Minhoca.

E como convém num cenário de pôr-do-sol, sem dunas e mar, o leão, o grande rei leão fugiu, como quem foge da cruz, sem rugir.

 

 

 

 


sinto-me: -Sei lá como me sinto, que 31!
música: Massive Attack

publicado por kiss às 19:03
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Sexta-feira, 5 de Maio de 2006
Mais sinas dos signos

 

 

 

 

 

Durante uns dias vou viver depressa, se passar por ti e não disser nada, entende, não é por mal.

Durante uns dias vou viver a tentar-me e deixar-me tentar . Como todos os bichos estou naquela altura. Não, não é o cio, é pior, é racional.

Durante uns dias vou viver sem saudades. Se te der um beijo em vez de três, é porque cinco são demais.

Durante uns dias vou viver com apertos sem estar apertado.

Sedução e inquietude. Vou andar como um lobo, ou pior.

Vou extremar-me . Vou decorar o Kamasutra e praticá-lo. Vou brutalizar-me.

Afinal sou bicho e não gémeos, sou lobo. Pior, sou lobo sem alcateia.

- De que signo és?

- Sou lobo sem alcateia.

- Eu sou cordeiro, somos incompatíveis.

- E onde te vais esconder? Tens tempo?

- Quem pensas que és?

- Lobo, lobo sem alcateia.

Quando voltar estarei como me conheço, e tudo não irão passar de dias à pressa.

Quando voltar não irei lavar as minhas mãos. Não irei ter remorsos da caça, os lobos não fingem quando caçam.

A caça sabe que vai ser caçada.

Os lobos perseguem até à exaustão.

 

 


música: Massive Attack

publicado por kiss às 23:47
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Quinta-feira, 4 de Maio de 2006
Sina dos signos

 

 

 

Esqueci-me da existência do blog por uns dias.

Esqueci-me sem sentir falta, porque às vezes esqueço-me mas sinto a falta. Soube hoje que é uma caracteristica do meu signo. Julguei que fosse minha, foi um alívio saber que é do signo.

Gostava de ser escorpião negro ou tubarão branco em vez de gémeos que não são bichos, mas é tarde.

Pensando bem, para quê gostar do que não se é?

Pensando ainda melhor, e porque não... gostar do que não sé é?

- De que signo és?

- Sou tubarão branco.

- Eu sou escorpião negro, somos incompativeis!

 

Não foi um esquecimento negligente.

 

 


música: 7 seconds a alma gémea da purple rain por mil e uma razões!

publicado por kiss às 17:34
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Domingo, 30 de Abril de 2006
...

.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A música também é escrita. Quem me dera escrever assim.

Quem me dera tanta coisa.

Nunca estarei satisfeito.

Xáu!


sinto-me: ...
música: anthony and the johnsons

publicado por kiss às 22:53
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Sexta-feira, 28 de Abril de 2006
...

 

Todos os sentidos do homem têm um só oficio, só os olhos têm dois.

O ouvido ouve, o gosto gosta, o olfacto cheira, o tacto apalpa, só os olhos têm dois ofícios: ver e chorar.

Sermão das lágrimas de S. Pedro, 1669.

Padre António Vieira

 

Será?

 

 


sinto-me: Parabéns a uma estrela...
música: Beautiful (a estrela que está de parabéns)

publicado por kiss às 18:22
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Segunda-feira, 24 de Abril de 2006
25 de Abril - lembranças

Respondendo à famosa pergunta, estava eu a caminho dos meus 11 anos, feliz da vida porque naquele dia não me deixaram ir para o liceu Alexandre Herculano.

Foi brilhante. Havia qualquer coisa que se passava absolutamente fora do normal, já não precisava de inventar enxaquecas para não ir às aulas. Brilhante.

No dia 26 de Abril já sabia o que era uma revolução. Brilhante.

No dia 27 de Abril, eu e os meus amigos da vizinhança já andávamos a brincar com facas de cozinha, que à socapa tínhamos fanado do arsenal de nossas casas.

Brilhante.

 

Quando se formaram os partidos, na minha inocência e sem medo que me comessem, comecei por ser do Partido Comunista. Depois, como ia todos os domingos à missa, constatei, porque me informaram, que não era muito coerente ser-se comuna e ir à missa.

Muito bem, deixei de ser comunista.

Ora como na altura, ser-se indiferente era impensável, gostei dum slogan que ouvi, era este:

“Hoje somos muitos, amanhã seremos milhões”.

Era um slogan de um partido cor-de-laranja com três setas viradas para cima, uma preta, uma vermelha e outra branca. O preto representa os movimentos libertadores, a vermelha representa a luta dos trabalhadores, e a branca os valores do homem, a tradição cristã e humanista.

As raparigas giras também eram deste partido.

Porreiro, encontrei para sempre o meu partido.

 

Desvantagens daqueles tempos iniciais:

- Os desenhos animados de leste eram uma seca monumental.

Um abraço enormíssimo pró Vasco Granja esteja lá ele onde estiver.

Os macacos eram mesmo uma seca, mas ele fascinava-me. Aliás, toda aquela gente me fascinava.

Claro que a gente de hoje também me fascina.

Vantagens destes tempos iniciais:

- Milhões, incalculáveis, mas sem duvida alguma que discutir politica com 12, 13 anos, mesmo que só dizendo obscenidades, fazia-me sentir adulto e responsável, ih, ih, ih.

 

Fui indo, e sempre soube onde estava naquela altura.

 

Hoje viajo no tempo, engraçado que ontem ouvi esta: “as viagens no tempo já são possíveis. Quando quisermos voltar ao passado lembramos, quando quisermos ir para o futuro sonhamos”.

 

Isto hoje parece uma montanha russa (salvo seja), eh, eh.

 

Pois, mas como estava a pensar, fui indo e claro que tenho saudades daquele tempo brilhante, irreverente.

 

Um grande abraço pró Anikibobo, bar da Ribeira, onde muitas vezes, com a malta vermelha ia comemorar a meia-noite com um cravo vermelho e a Grândola. Ai as mulheres vermelhinhas, e as lutas ideológicas, e as tréguas.

 

Bom, não me apetece pensar mais.

 

AHHHHHHH mais duas coisas:

 

- Foi a partir daquela altura que o meu clube começou a ser Campeão;

- Nunca me atrevi a fazer a pergunta “Onde estava você no 25/04” a quem quer que seja, que 31 acho-a pouco democrática e elitista.

 

Bem só mais uma para rematar.

 

Um decano destas andanças hoje disse-me: “todos os tempos são maravilhosos, há que saber vivê-los.”

 

Mil Hurras prós tempos de hoje, e claro que sem qualquer complexo:

 

 25 de Abril sempre…

 



publicado por kiss às 18:43
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Quinta-feira, 13 de Abril de 2006
Tradição
Estou cansado de encontrar pessoas que torcem o nariz à tradição.
Canso-me de tentar justificar que tradição não é sinónimo de maus hábitos.
Canso-me de dizer a essas pessoas, normalmente desencontradas consigo e com os outros, que se olhassem “volta e meia” para o tradicional, muitas situações problemáticas deixariam de ter o peso que têm, porque antecipadamente encontravam forma de as resolver, minorar ou evitar.
Há que reconhecer o que tradicionalmente é bom, e o que é mau.
Choca-me a associação barata da tradição ao chique, ao pobre, e ao imobilismo.
Irritam-me as pessoas que “por dá cá aquela palha” torcem o nariz a coisas simples do tradicional, que desdenham de tudo e mais alguma coisa, que desdenham por princípio, que desdenham sem atitude critica, sem motivo.
Será difícil olharmo-nos a nós próprios e não notar o fabuloso peso que a tradição tem em nós?
E peso neste caso não pode ser sinónimo de fardo.
Admiro quem por atitude critica, pensada, justificada, foge da tradição, entra em ruptura com a “herança”. Isso é bem diferente, é puro, é saudável, é o tónico que nos faz andar para a frente. Conheço-as e deleito-me com elas, como elas se deleitam com algumas tradições minhas.
O curioso é que de tão diferentes que somos, acabamos por ser tão iguais. Porque acima de tudo há a consciência comum de que o erro reside nos excessos quer da tradição, quer da modernidade.
Agora as gratuitas, as “do contra”, poupem-me! Tiram-me a pachorra, e têm o desplante de dizer que ando…”diferente”.
Yaahh , ando mesmo diferente.
 
Amanhã é Sexta-feira Santa, não se pode comer carne, só robalo, ou lampreia, ou bacalhau, ou marisco, de preferência não congelado.
Eh, eh, eh excessos…

música: yahh não tem nada haver...

publicado por kiss às 17:23
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Segunda-feira, 10 de Abril de 2006
Toques anonimos e Son Cubano
 
Houve uma altura, em que por motivos de… recebia paletes, quilos, sei lá himalaias de toques anónimos no meu telemóvel.
Como tenho aquela hmm… mania?... da tolerância, enfim aguentava.
Ultimamente tenho recebido montes deles.
Que cena!
Não entendo qual seja a motivação dessa pessoa, que ignoro o sexo,  para pi pi pi…, pi pi pi…, pi pi pi…, comigo anonimamente.
Não me ralo nadinha, nadinha mesmo, nem tenho uma pontinha de curiosidade em me perguntar quem seja, todavia interessa-me (interessa?) saber qual será a sua motivação.
O que me levaria a mim pegar no télélé e desatar a télélar anonimamente para alguém?
Por muito uso que dê à minha mioleira não desato nenhum nó que me mostre quais seriam as minhas motivações.
Resta-me então supor:
- que é engano;
- que será algum miúdo ou miúda que pega no télélé dos progenitores e desata a fazer chamadas à toa, e por azar gosta dos meus números;
- que é normal;
- que será alguém que em vez de mioleira tem couve-flor na cabeça (para mim o legume que mais se parece com o cérebro).
Hmm, não chego lá. Desta vez não chego lá, também é bom não compreender tudo, fico na ignorância relativamente a certos assuntos, que de tão difíceis que são, deixam-me com uma carinha pateta e gostosa de espanto.
 
Coisa mais Nhec!
 
Outra coisa!
E o musikol?
Que fim do mundo!
E Dança-la?
Que fim do mundo!
E “arrancar” uma mulher para a dançar?
Que fim do mundo!
E o calor?
Que fim do mundo!
E água quente?
Que fim do mundo!
E mini-saias?
Que fim do mundo!
E Habana Club?
Que fim do mundo!
Efeitos do Sol e da minha Prima…vera
Ai ai!
Viva Fidel…(será…?)
Que fim do mundo!

sinto-me: arc-en-ciel

publicado por kiss às 15:05
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Quarta-feira, 5 de Abril de 2006
Israel no Mundo

Hoje resolvi ir a uma palestra em que o convidado de honra era o Sr. Embaixador de Israel em Portugal.

O tema era Israel no Mundo.

Fui...

Após agradecimentos à mesa de honra e assistência, o Sr. Embaixador começou a sua oratória.

A palestra resumiu-se a uma alusão histórica à formação do estado de Israel, desde os seus primórdios até aos dias de hoje.

A trama contra o povo de Israel é realmente dramática, não sei qual é a sua sina, mas tudo o que foi civilização ou império procurou eliminar os judeus. Não sei se terá sido por serem 12 tribos com um só Deus, ou um só Deus com 12 tribos, a verdade é que não sei, nem o Sr. Embaixador deve ao certo saber.

Chegado à actualidade explicou tudo o que se sabe sobre o terrorismo,  relações e interesses escondidos entre os países árabes. Falou sobre o programa do Hamas, que mais não é que o propósito de eliminar Israel do mapa, conforme os seus artigos 11 e 33.

Na hora das questões o Sr. Embaixador foi confrontado com perguntas de resposta fácil.

Enquanto interpelavam o Embaixador lembrei-me:

Toda a gente sabe que há umas décadas para cá o terrorismo perpetrado contra Israel tem propósitos políticos que não vale a pena aqui comentar.

Mas, outro dia, assisti a um documentário onde se procuravam encontrar as justificações dos bombistas; homens que amarram uns quilitos de explosivos ao troco e os estouram de preferência onde estiver povo inocente.

Mulheres no céu?

A glória do martírio?

A honra que é dada às familias dos "santos" bombistas?

Surpresa. Isso agora já é coisa do passado.

Agora existem as mulheres bombistas. Essas não têm direito a homens no céu, apenas a honra de se estourarem.

E o que as leva a isso?

Na nossa cultura ocidental o suicídio é estudado exaustivamente, e justificado por um sem numero de motivações.

Quais serão os motivos para as palestinianas se estourarem?

O que o documentário, diga-se em seu abono, isento, mostrou foi:

O convívio com a morte está institucionalizado desde que se nasce.

O estado de degradação social dos palestinianos é tal, que não existe para ninguém perspectivas de futuro.

Para além desse estado de degradação social, as mulheres ainda por cima são marginalizadas.

Qual será o destino de uma nação, e isto aplica-se a todas, em que as suas mães (que nunca chegarão a sê-lo), porque nascem com a morte, não têm perspectivas de futuro, e são marginalizadas, preferem estourarem-se em busca de um pouco de honra?

Esqueci-me de perguntar ao Sr. Embaixador como é que Israel vai conviver com esta nova ameaça terrorista, que me preocupa mais do que o Irão ter a bomba atómica, ai se preocupa.

Que 31 deve ser um desespero do fim do mundo.

Quem pensa que mude rapidamente a forma de pensar, os tempos mudam e às vezes não se dá por isso. Ou então sou eu que não percebo nada disto.



publicado por kiss às 00:25
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Quinta-feira, 30 de Março de 2006
?

 

Se tenho "luas",

Porque não hei-de ter "apetites"?

 

Sinto-me:_______________ (o sapo não tem designação para o que sinto lol)



publicado por kiss às 17:50
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Terça-feira, 28 de Março de 2006
Num intervalinho...

A falar com um mestre de comunicação perguntei-lhe com naturalidade: "Professor tem um Blog?".

Com naturalidade ele respondeu-me: "Para quê? Não necessito de visibilidade, e o que rabisco é no papel... talvez um dia publique o que escrevo."

Apresentou-me vários motivos relacionados com a sua educação / geração que justificaram o não ter um blog.

Na sua opinião genérica, o blog é um tipo de comunicação que se justifica pelos comentários aos artigos publicados, o que por sua vez exige a quem publica, a obrigatoriedade em manter o blog actualizado no sentido de permanecer activa a comunicação publicar versus comentar.

Concordei em parte.

É indiscutível que um blog pressupõe comunicação.

É indiscutível que a visibilidade de um blog traz satisfação.

Será discutível a obrigatoriedade ou periodicidade das publicações.

Je ne veux pas consacrer mon temps à cette cause. Pour moi, il s'agit seulement d'une questions de goût. Quand le goût terminer, le blog prendra son fin.



publicado por kiss às 23:37
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Domingo, 26 de Março de 2006
Inverno na "minha" Praia



sinto-me:

publicado por kiss às 15:18
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Sexta-feira, 24 de Março de 2006
Dissimulado/Simulado

"Os valores do cortesão quinhentista - decoro, espontaneidade estudada, urbanidade, disciplina, discrição - o discreto agrega outras qualidades como a inteligência, engenho, prudência, agudeza e capacidade de dissimular, recurso que pode ser utilizado para a auto-protecção do individuo, evitando que o mesmo se exponha a ponto de tornar sua imagem publica vulnerável -.

A dissimulação consiste em não fazer parecer aquilo que realmente é, enquanto que a simulação significa parecer que não é"

 

Idalinda Fitas (minha prof.)

 

 

E esta bela consideração da minha ilustre professora (como gosto daquela mulher) vem a propósito de nestes últimos dias ter verificado:

Que bloguistas (que palavra mais feia) copiam post's. Nem critico porque já liguei à terra, mas no mínimo as aspas podiam lá estar. Não vejo problema em utilizar citações dos outros, até eu as uso se forem convenientes, mas habituem-se a usar as aspinhas, carrega-se no shift e tecla dois do computador (não confundir com a tecla 3 dos telemóveis).

Será simulação, dissimulação, "plágio não é porque se copiarmos uma só frase é que se denomina plágio, mais que uma trata-se de investigação."

Que se lixe I can wait for the weekend to begin, e que esteja LUA (copiei-a do céu lol)

 


sinto-me:

publicado por kiss às 03:04
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Domingo, 19 de Março de 2006
A Relatividade do Stress

Quem me conhece não iria achar estranho, mas quando comecei esta enorme consideração dei por mim, no título, a escrever “a relatividade do sexo”, ri-me, quem sabe se não é uma boa temática a explorar.

Mas é o seguinte:

Recebi hoje uma mensagem de uma pessoa amiga que queria amanhã encontrar-se comigo. Relatou-me a sua disponibilidade de tal forma que senti-me cansado no fim de a ler, chiça que 31, desde as 8:30 da manha até às 7:30 da tarde aquilo era um vendaval de afazeres que não vi forma de me encaixar. Até podia mas não sou pessoa de 5 minutos. Ou tudo ou nada, meias lécas não é comigo.

A ideia seria encaixar-me no meio daquele dia “stressante”.

Fiquei curioso como o stress se aplica assim de uma forma tão banal, tão corriqueira.

Ontem, depois de uma interdição de conduzir durante 3 meses devido a excesso de velocidade, finalmente vi-me com aquele cartãozinho cor-de-rosa que me permite fazer uma das coisas que mais gosto: conduzir bem.

De cartão na mão sento-me no carro e vou matar saudades. Chovia que Deus lhe dava. Cinco minutos depois, numa saída da auto-estrada estava um lençol de óleo, despistei-me e desfiz a frente do carro.

Meio tonto, já fora do carro, olhei para o aparato e num flash relembrei tudo.

Mas que 31, que grande galo!

Três meses de jejum e pumba…

Resignado, porque não há outra forma de estar senão esta, tratei de todos os pró-formas relativos ao acidente e fui para casa.

Hoje, depois de ler a mensagem dei comigo a pensar que ontem nem me lembrei do stress com que poderia ter ficado. Sim porque estar três meses sem carta, e no momento em que a tenho ficar sem carro convenhamos que é chato.

Mas isto de stresses é muito relativo, eu já tive os meus e agora sei como os evitar.

Ontem foi simplesmente um grande galo, fiquei triste, momentaneamente desolado, mas já passou.

Ahhh, não me magoei, mas por favor não me venham lá com a treta:

“Deixa lá, do mal, o menos, não te magoaste!”

 


sinto-me: Pró stress

publicado por kiss às 19:21
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Quarta-feira, 15 de Março de 2006
Abandonar Animais

Esta gentinha é demais.


 


A propósito da gripe das aves a gentinha resolve agora abandonar animais, no caso gatos.


 


Um representante da SPA, Sociedade Protectora dos Animais, em entrevista dada hoje ao Telejornal, falou do caso intitulando-o de fenómeno, depois comentou que se a moda pega aos cães, este simples fenómeno transforma-se numa catástrofe.


 


Ou seja, concluiu eu, abandonar gatos é um fenómeno, abandonar cães é uma catástrofe.


 


O representante chegou a dar o exemplo de uma madame, que assustada se dirigiu ao canil do Porto a fim de abater o casal de hamsters de que tanta estima deveria ter, não vão os bichos apanhar a dita doença, transmiti-la à dona, que coitada lá teria de apanhar uma pica de Tamiflu.


 


Gentinha absolutamente leiga que só tem vaidade na farpela que usa, nas novelas que vê, nas fofocas mais quentes e nas compras semanais no hipermercado. Estar-se actualizado nestas coisas é tarefa do chato vizinho do 5º andar, se houver azar ele avisa, entretanto mais vale é despachar a bicharada.


 


Uma das coisas que mais me inquieta é a brutal estupidez e falta de cultura da nossa gentinha, são tantas, tantas e tantas coisas que francamente mais vale é ligar à terra de vez.


 


Mas que 31!...



publicado por kiss às 00:04
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Segunda-feira, 13 de Março de 2006
Mudar!

 

Desde que seja para melhor, é sempre bom mudar.

E foi nesse princípio, espero eu, que decidi comodamente vir para aqui.

Para além de uns pequenos acertos que o Sapo me permitiu fazer, procurei manter a antiga estrutura, o blog é o mesmo mas que 31!

Não vou transferir o que já publiquei, simplesmente mudei de editora e mantenho a antiga em aberto.

A festa de inauguração está a ser, conforme a fotografia, algures por aí. Vai ser fácil de encontrar o sítio eh eh eh.

 

 

 


sinto-me:
música: Mistela de Bee Gee's com Frankie Goes to Hollywood e Pink Fl

publicado por kiss às 23:58
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